“A conta não fecha”: presidente do Sintep relata a situação do trabalhador brasileiro

A pandemia ainda não acabou, mas os sinais para o cenário pós pandêmico já escancaram tempos ainda mais difíceis para o trabalhador brasileiro. Essa é uma grande preocupação levantada por Dilson Tenório, presidente do Sintep, que fala sobretudo diante da realidade da categoria dos trabalhadores da educação: “estamos vivendo dias de muita dificuldade econômica”.

A realidade brasileira tem destacado um cenário de desigualdade social, histórica e estrutural que vem se aprofundado nos últimos anos com as medidas desumanas sugeridas pelo ministro Paulo Guedes.

Segundo pesquisa da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar realizada no final de 2020, cerca de 116,8 milhões de pessoas conviviam com algum grau de Insegurança Alimentar e, destes, 43,4 milhões não tinham alimentos em quantidade suficiente e 19 milhões de brasileiros(as) enfrentavam a fome. Além de insegurança alimentar, a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor apontou que em abril deste ano, 67,3% das famílias brasileiras tinham algum endividamento.

“Além dos efeitos da pandemia, os trabalhadores têm que pagar contas e é aí que a conta não fecha: são tantos reajustes indiscriminados de luz, água, telefone, aluguel… Como equacionar receita e despesa se a inflação atropela nosso poder de compra?”, questiona o sindicalista.

Por outro lado, enquanto milhares de brasileiros entram em situação de miséria e vulnerabilidade social, o número de bilionários brasileiros aumentou durante a pandemia. Segundo a revista Forbes, 22 brasileiros entraram ou retornaram à lista de pessoas com pelo menos 1 bilhão de dólares em patrimônio, em 2021.

“Essa é uma realidade muito dolorosa, é preciso muita unidade para construir alternativas viáveis para o trabalhador brasileiro”, afirma DIlson.

Sintep em ação!

Com a sensibilidade de quem vive esses problemas no dia-a-dia, pois marca a realidade da categoria, o Sintep trabalha está atento às necessidades dos trabalhadores, em especial os de baixa renda, e como uma ação importante para ajudar a diminuir a gravidade da situação de boa parte da categoria, o sindicato realizou no mês de junho deste ano, uma distribuição de cestas básicas para os filiados.

Essa ação de distribuição das cestas básicas foi “uma forma de ajudar os trabalhadores e trabalhadoras de baixa renda que se encontram no dia a dia do trabalho no momento tão delicado que estamos atravessando”, afirmou Dilson Tenório, adiantando a informação de que em dezembro haverá distribuição de novas cestas básicas para os trabalhadores da mesma faixa salarial.

Sindicalização

“São tempos muito difíceis para o trabalhador brasileiro que vive diuturnamente com a ameaça aos nossos direitos conquistados historicamente sob muita luta. Não podemos aceitar retrocessos”, afirmou Dilson destacando a importância dos trabalhadores que compõem a categoria de fazerem parte da entidade sindical, pois “isso fortalece a luta por mais benefícios e melhores condições de vida para todos nós”.

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