1° de maio virtual: Em defesa da saúde, dos trabalhadores e da democracia

Por Táscia Souza, com informações da Agência Sindical, da CUT e da CTB

A Contee se junta às centrais e demais entidades sindicais para convocar os trabalhadores e trabalhadoras em educação do setor privado a participar amanhã, 1° de maio, das manifestações virtuais pelo Dia dos Trabalhadores. Uma dessas manifestações será a partir das 11h30, quando o país inteiro poderá assistir, pela internet, à live 1º de Maio Solidário, com a participação de mais de 30 artistas. Entre eles estão Chico César, Zélia Duncan, Fernanda Takai, Toninho Geraes, Otto, Odair José, Leci Brandão, Marcelo Jeneci, Francis e Olivia Hime e Paulo Miklos. Segundo a Agência Sindical, os atores Fábio Assunção, Gregorio Duvivier e Osmar Prado também marcarão presença.

O link da live será divulgado ainda nesta quinta-feira (30) pelas centrais sindicais. Os ideais do 1° de maio este ano são “Saúde, emprego e renda. Em defesa da democracia. Um novo mundo é possível”. A pauta está diretamente ligada ao momento em que estamos vivendo, com a ameaça, de um lado, pela pandemia do novo coronavírus e, de outro, pelos ataques aos trabalhadores por parte do governo e de empresários que se aproveitam do momento de crise sanitária para fragilizar ainda mais direitos trabalhistas.

É pela segurança e pela saúde da classe trabalhadora e de toda a sociedade, evitando os riscos de contágio, que a celebração deste 1° de maio será de dentro de casa, do sofá, pela tela do computador ou do celular. Isso não significa, porém, que a mobilização não será forte.

“Esse cenário nos coloca diante do desafio de realizar um Primeiro de Maio diferente dos anteriores por serem as celebrações feitas de forma virtual. No entanto, elas deverão ter o mesmo vigor e expressar o mesmo compromisso histórico em relação aos interesses da classe trabalhadora. Deverá ser uma celebração classista e unitária em defesa da vida e da saúde, dos direitos trabalhistas e sociais e do emprego. Deverá ser também uma confraternização solidária e de luta em defesa da democracia e contra o governo aviltante de Bolsonaro”, escreveu o presidente nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Sérgio Nobre.

O presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) fez avaliação semelhante. “O cenário é conturbado. O mundo agoniza e o sistema capitalista vai se mostrando incompetente. Esperamos que o 1º de maio seja um momento de reflexão para fortalecer a unidade das centrais sindicais, a unidade do campo democrático popular, dos que defendem a democracia e que estão preocupados com o recente posicionamento do presidente da República (participação em atos que pediam a volta da ditadura e do AI-5). A postura adotada ultrapassa o Estado democrático de direitos. Portanto, o 1º de Maio é o momento de fortalecer os laços de unidade e solidariedade.”

 

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